{"id":1497,"date":"2019-10-21T08:50:54","date_gmt":"2019-10-21T06:50:54","guid":{"rendered":"http:\/\/romanarmy.eu\/?p=1497"},"modified":"2019-10-21T10:22:36","modified_gmt":"2019-10-21T08:22:36","slug":"el-analisis-de-22-nuevos-sitios-arqueologicos-provoca-una-transformacion-radical-de-la-vision-de-la-conquista-romana-del-noroeste","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/romanarmy.eu\/pt\/2019\/10\/21\/el-analisis-de-22-nuevos-sitios-arqueologicos-provoca-una-transformacion-radical-de-la-vision-de-la-conquista-romana-del-noroeste\/","title":{"rendered":"A an\u00e1lise de 22 novos s\u00edtios arqueol\u00f3gicos arqueol\u00f3gicos provoca uma transforma\u00e7\u00e3o radical da vis\u00e3o da conquista romana do Noroeste Peninsular"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/romanarmy.eu\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Fig_3.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<em>Modelo 3D a partir de dados LIDAR com a localiza\u00e7\u00e3o do acampamento romano de Santa Baia (A Laracha, A Coru\u00f1a). Infogr\u00e1fico: Jos\u00e9 Manuel Costa. Fonte dos dados LiDAR: IGN-PNOA.<\/em><\/p>\n<p>O ex\u00e9rcito romano teve uma presen\u00e7a muito mais destacada, diversificada e prolongada no Noroeste da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica do que se sabia at\u00e9 agora. 22 novos s\u00edtios militares romanos, alguns in\u00e9ditos, revelam uma grande dispers\u00e3o de contingentes militares por todo o territ\u00f3rio e, acima de tudo, uma grande diversidade de opera\u00e7\u00f5es e miss\u00f5es que podiam ir desde a\u00e7\u00f5es de combate, reconhecimento territorial ou controlo policial.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a nova vis\u00e3o dos primeiros contactos militares de Roma com o Noroeste Peninsular argumentada no artigo \u201c<a href=\"http:\/\/maajournal.com\/Issues\/2019\/Vol19-3\/2_Costa%20et%20al%2019(3).pdf\">The reassessment of the Roman military presence in Galicia and Northern Portugal through digital tools: archaeological diversity and historical problems<\/a>\u201d, que acaba de ser publicado no n\u00famero 19 (n\u00famero 3) da publica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de refer\u00eancia Mediterranean Archaeology and Archaeometry por parte de tr\u00eas investigadores do colectivo romanarmy. \u201cA investiga\u00e7\u00e3o permitiu-nos mapear uma s\u00e9rie de evid\u00eancias que ressoam fortemente num territ\u00f3rio anteriormente silencioso\u201d, assinalam os investigadores Jos\u00e9 Manuel Costa (USC), Jo\u00e3o Fonte (Universidade de Exeter, Instituto de Ciencias do Patrimonio) e Manuel Gago (USC). Para eles, a an\u00e1lise do novo conjunto de dados \u201cabre as portas a uma transforma\u00e7\u00e3o radical das narrativas hist\u00f3ricas tradicionais relativas \u00e0 conquista e integra\u00e7\u00e3o destes territ\u00f3rios por Roma\u201d.<\/p>\n<p>At\u00e9 h\u00e1 pouco, a Galiza, o Ocidente das Ast\u00farias e o Norte de Portugal consideravam-se palcos marginais da conquista romana da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica. A investiga\u00e7\u00e3o, fruto da combina\u00e7\u00e3o de diferentes t\u00e9cnicas de prospec\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise arqueol\u00f3gica realizadas nos \u00faltimos cinco anos, oferece uma nova e radicalmente diferente vis\u00e3o, com 22 s\u00edtios militares romanos distribu\u00eddos por diferentes \u00e1reas do Noroeste Peninsular. Analisando par\u00e2metros de distribui\u00e7\u00e3o, assentamento no territ\u00f3rio e a sua morfologia, os investigadores tentaram compreender a l\u00f3gica que seguem estes destacamentos militares.<\/p>\n<p>Neste link, voc\u00ea pode acessar <a href=\"https:\/\/minerva.usc.es\/xmlui\/handle\/10347\/19902\"> os resumos executivos do artigo em galego, portugu\u00eas e castelhano<\/a>.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><strong>Uma ocupa\u00e7\u00e3o temporal e ajustada a contingentes militares<\/strong><\/p>\n<p>A hip\u00f3tese avan\u00e7ada pelos investigadores \u00e9 a de que quase todos os s\u00edtios arqueol\u00f3gicos analisados t\u00eam uma ocupa\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria ou estacional de car\u00e1cter militar romano, adaptando-se ao terreno que os rodeia e com dimens\u00f5es ajustadas aos contingentes militares que acolheram.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/romanarmy.eu\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Fig_2.jpeg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<em>Modelo digital do terreno a partir de dados LiDAR do recinto do Alto da Pedrada (Arcos de Valdevez, Viana do Castelo) no alto da Serra do Soajo. Infogr\u00e1fico: Jo\u00e3o Fonte, Fonte dos dados LiDAR: CIM Alto Minho.<\/em><\/p>\n<p>Deste modo, os investigadores identificaram cinco diferentes tipologias:<br \/>\n1) <strong>Recintos de pequenas dimens\u00f5es (1,5-2,5 ha)<\/strong>: a sua presen\u00e7a revela a exist\u00eancia de pequenas unidades de entre v\u00e1rias centenas a algo mais de mil homens (2-3 cohortes, 100-1500 homens) que operavam no territ\u00f3rio. Nesta categoria entram acampamentos como O Penedo dos Lobos (Manzaneda, Ourense), Cova do Mexadoiro (Trazo, A Coru\u00f1a), Coto do Ra\u00f1adoiro (Carballedo, Lugo) e Alto da Pedrada (Arcos de Valdevez, Viana do Castelo).<br \/>\n2) <strong>Acampamentos de tamanho m\u00e9dio (4-7 ha)<\/strong>: hospedariam v\u00e1rios milhares de homens (ca. 2000-4000). Tal como o grupo anterior, estes s\u00edtios demonstram a enorme versatilidade operativa do ex\u00e9rcito romano ao implantar vexilationes (destacamentos) com uma grande autonomia t\u00e1ctica. Neste \u00e2mbito encontram-se os s\u00edtios arqueol\u00f3gicos de Cabianca (L\u00e1ncara, Lugo), Campos (Vila Nova de Cerveira, Viana do Castelo), A Corti\u00f1a dos Mouros (Cervantes, Lugo \/ Balboa, Le\u00f3n). O caso de Santa Baia (A Laracha, A Coru\u00f1a) \u00e9 bastante chamativo pela sua proximidade \u00e0 antiga cidade de Brigantium e pelo facto de o acampamento ter sido disposto na zona exterior de um castro, acolhendo-o no seu interior.<br \/>\n3) <strong>Grandes acampamentos (10-15 ha)<\/strong>: acolheriam pelo menos uma unidade num\u00e9ricamente equivalente a uma legi\u00e3o (aproximadamente 6000 homens). Tinham grande autonomia operativa, \u00e0 maneira de uma brigada contempor\u00e2nea. A maior parte deles est\u00e3o localizados na zona Oriental da Galicia (Monte da Ch\u00e1 e Monte da Medorra (L\u00e1ncara\/Sarria, Lugo), A Penaparda (A Fonsagrada, Lugo \/ Santalla d&#8217;Ozcos, Asturias), O Monte de Vent\u00edn (Pol, Lugo) e O Cornado (Negreira, A Coru\u00f1a).<br \/>\n4) <strong>Recintos que excedem em muito essas dimens\u00f5es<\/strong> (aproximadamente 20 ha), podendo ter servido a aut\u00eanticos corpos de ex\u00e9rcito (aproximadamente 10.000-14.000 homes). Foram localizados na Serra do Laboreiro entre o rio Lima e o rio Minho dois grandes recintos: Lomba do Mouro (Melga\u00e7o, Viana do Castelo \/ Verea, Ourense) e Chaira da Maza (Lobeira, Ourense). No caso de Lomba do Mouro, a exist\u00eancia de uma segunda linha defensiva poderia indicar uma necessidade dos ocupantes em fortalecer a posi\u00e7\u00e3o da fortifica\u00e7\u00e3o.<br \/>\n5) <strong>Castella ou fortifica\u00e7\u00f5es estacionais de pequeno tamanho.<\/strong> Ainda que o n\u00famero, seja, de momento, escaso, trata-se de uma s\u00e9rie de recintos especialmente documentados no norte peninsular. Tratam-se dos s\u00edtios de A Recacha (Navia de Suarna, Lugo), nas montanhas Orientais Galegas; Outeiro de Arn\u00e1s (Ver\u00edn, Ourense), controlando um bom tramo do vale do T\u00e2mega; e O Castrill\u00f3n (Touro, A Coru\u00f1a). A eles adicionam-se outros assentamentos fortificados como o Alto da Cerca (Valpa\u00e7os, Vila Real) e O Castelo (A Estrada, Pontevedra).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/romanarmy.eu\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Fig_3.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<em>O recinto de Lomba do Mouro (Melga\u00e7o, Viana do Castelo \/ Verea, Ourense) na Serra do Laboreiro, na fronteira entre a Galiza e Portugal. Foto: Manuel Gago.<\/em><\/p>\n<p><strong>V\u00e1rios cen\u00e1rios, v\u00e1rios conflito<\/strong>s?<br \/>\nSem fechar a porta a outras possibilidades interpretativas, os investigadores chamam a aten\u00e7\u00e3o para a dispers\u00e3o dos s\u00edtios arqueol\u00f3gicos pelo territ\u00f3rio, que parecem identificar \u00e1reas distintas. Os investigadores defendem a hip\u00f3tese de que os acampamentos localizados na parte Oriental da Galiza possam estar ligados a um epis\u00f3dio ou cen\u00e1rio secund\u00e1rio das Guerras Cant\u00e1bricas (29-19 a.C.). Os recintos militares encaixam na l\u00f3gica seguida pelo ex\u00e9rcito romano nas \u00faltimas fases do conflito, em que foram desenvolvidas a\u00e7\u00f5es em larga escala contra os grupos ind\u00edgenas, que parecem mostrar, segundo as fontes, uma grande capacidade de organiza\u00e7\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o de recursos, al\u00e9m de uma not\u00e1vel autonomia pol\u00edtica.<br \/>\nPor\u00e9m, um grande n\u00famero dos s\u00edtios n\u00e3o encaixa de maneira f\u00e1cil nesta narrativa, tal como os localizados na Ch\u00e1 de Santa Marta (L\u00e1ncara\/Sarria) ou na zona Oriental de Ourense, como O Penedo dos Lobos, onde alguns membros do colectivo romanarmy.eu documentaram, numa interven\u00e7\u00e3o realizada em 2018, a presen\u00e7a militar romana mais antiga documentada at\u00e9 ao momento na Galiza, em torno da mudan\u00e7a de era. Tamb\u00e9m o importante grupo de acampamentos localizado na zona ocidental da prov\u00edncia de A Coru\u00f1a. Men\u00e7\u00e3o especial merecem os grandes recintos documentados na Serra do Laboreiro, Lomba do Mouro e Chaira da Maza, entre o rio Lima e o rio Minho, que poderiam encaixar, a n\u00edvel hipot\u00e9tico, num horizonte tardo-republicano, assim como o do Alto da Pedrada, localizado no ponto mais alto do distrito de Viana do Castelo, e que tem em O Penedo dos Lobos um paralelo pr\u00f3ximo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Modelo 3D a partir de datos LIDAR con el emplazamiento del campamento romano de Santa Baia (A Laracha, A Coru\u00f1a). <a class=\"more-link\" href=\"http:\/\/romanarmy.eu\/pt\/2019\/10\/21\/el-analisis-de-22-nuevos-sitios-arqueologicos-provoca-una-transformacion-radical-de-la-vision-de-la-conquista-romana-del-noroeste\/\">Continue Reading<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1,10],"tags":[],"class_list":["post-1497","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-historias","category-publicaciones","no-post-thumbnail","has-read-more-tag","no-sticky","entry"],"translation":{"provider":"WPGlobus","version":"3.0.2","language":"pt","enabled_languages":["es","gl","as","pt","en"],"languages":{"es":{"title":true,"content":true,"excerpt":false},"gl":{"title":true,"content":true,"excerpt":false},"as":{"title":false,"content":false,"excerpt":false},"pt":{"title":true,"content":true,"excerpt":false},"en":{"title":true,"content":true,"excerpt":false}}},"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/romanarmy.eu\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1497","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/romanarmy.eu\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/romanarmy.eu\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/romanarmy.eu\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/romanarmy.eu\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1497"}],"version-history":[{"count":15,"href":"http:\/\/romanarmy.eu\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1497\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1512,"href":"http:\/\/romanarmy.eu\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1497\/revisions\/1512"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/romanarmy.eu\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1497"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/romanarmy.eu\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1497"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/romanarmy.eu\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1497"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}