O Baixo Miño desde o Alto do Cervo
O Baixo Minho do Alto do Cervo

Campos encontra-se situado nos arredores de São Pedro da Torre (Valença, Portugal), nas margens do rio Minho. Aqui, os galegos construíram uma fortificação em terra de planta estrelada, o forte de San Luís Gonzaga, durante a Guerra da Restauração Portuguesa (1640-1668). Como estratégia para cortar o avanço destas tropas em terras portuguesas, narram as crónicas que, equidistante a tiro de canhão deste forte, os lusos construíram uma série de atalaias e fortíns, dos quais ao menos um deles se situaria no lugar de Campos.

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Aproveitando que hoje (23/02/2015) sai para as bancas o mais recente romance de Santiago PosteguilloThe Lost Legion“, entrega final da trilogia dedicada a Trajano, acreditamos que esta é uma boa oportunidade para realizar uma reflexão sobre o papel desempenhado pelos romances históricos na popularização do exército romano.

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As guerras Astur-Cantábricas são um dos conflitos que maior atenção tem despertado na historiografia espanhola desde os seus inícios. Nos últimos anos, os grandes avanços produzidos no âmbito da arqueologia militar romana trouxeram uma notável transformação nos estudos sobre o assunto. No entanto, as análises têm sido muitas vezes demasiado positivistas e não aprofundaram as dimensões sociopolíticas e culturais da guerra.

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Na passada quinta-feira, 17 de dezembro, foi apresentado em Gijón/Xixón o livro Las Guerras Astur-Cántabras, que contém as actas do Primer Encuentro Arqueológico de las Guerras Ástur-Cántabras, que foi realizada nesta cidade em Outubro de 2014. A publicação é coordenada por Jorge Camino Mayor, Eduardo Peralta Labrador e Jesús Francisco Torres Martínez, e o trabalho editorial é devido à KRK ediciones. O conteúdo é o resultado de intervenções de vários autores que abordaram as últimas novidades facultadas pela arqueologia sobre as Guerras Astur-Cantábricas. Participamos apresentando três artigos, que incluem alguns dos sítios que localizamos nos últimos anos na Galiza, Astúrias e León.

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Este é o trabalho que apresentamos no 23. Limes Congress, o qual se celebrou em lngolstadt (Alemanha) em Setembro de 2015. Mostramos o resultado de una investigação desenvolvida nestes últimos anos sobre a presença militar romana no Noroeste da Península Ibérica e como a perspectiva historiográfica sobre o tema mudou graças a técnicas de detecção remota como a fotografia aérea e de satélite ou o revolucionário LIDAR aéreo. Este sítio web apresenta uma nova visão das campanhas militares romanas no contexto da conquista e posterior reorganização do Noroeste Peninsular.

Ainda que o áudio do vídeo esteja em inglês, podes mudar o idioma das legendas para galego, castelhano e português seleccionando para o efeito na esquina inferior direita. Como se trata de um vídeo interactivo, podes também descarregar ficheiros KMZ com informação gráfica adicional para cada um dos sítios arqueológicos de que falamos. Para abrir e ver estes ficheiros tens que instalar o software Google Earth.

Nesta página podes ver também destacadas algumas das conclusões mais interessantes derivadas da apresentação pública destes dezassete assentamentos militares romanos.

Uma nova visão da presença militar romana no NW da Hispania

Neste mapa podes ver a nossa proposta sobre a presença do exército romano no NW da Hispania em 2015. Juntamente com sítios já investigados e publicados previamente, acrescentamos agora dezassete novas localizações que mostram uma presença muito mais densa dos continentes militares romanos, novas linhas de penetração nas Astúrias e os primeiros acampamentos nos actuais territórios da Galiza e do Norte de Portugal.

Um teatro de operações na região Sudoeste das Astúrias durante as Guerras Cântabras

A nossa investigação mostra uma especial concentração de acampamentos militares no ocidente asturiano seguindo os mesmos padrões de assentamento vistos nos cenários localizados na Cantábria ou no centro-oriente asturiano. Ainda que a bibliografia e as fontes históricas são neste sentido bastante parcas e não falam de cenários bélicos específicos nesta zona, as evidências arqueológicas parecem indicar a existência de uma via de flanqueio das montanhas ástures pelo sudoeste que poderia vincular-se com as Guerras Cântabras ou com os momentos de pós-guerra imediatamente posteriores.

Uma via de penetração das legiões romanas á Galiza

Esta via de penetração das legiões romanas adentra-se plenamente no território da actual Galiza procedente de O Bierzo. Esto facto é historiograficamente bastante relevante pois os assentamentos militares romanos escavados até agora na Galiza (A Cidadela, Bande) correspondem-se com fases de época romana posteriores às guerras de conquista do Noroeste. Até cinco acampamentos podem associar-se directamente com esta rota militar, encontrando-se quatro na zona de Lugo y outro no Bierzo.

Este último, chamado de Serra da Casiña, situa-se no concelho de Valboa, próximo de Villafranca e sobre una via tradicional de acesso à Galiza.

Este último, chamado de Serra da Casiña, situa-se no concelho de Valboa, próximo de Villafranca e sobre una via tradicional de acesso à Galiza.

Uma possível base logística romana em Sarria

Como já se documentou noutros pontos da Península Ibérica (Herramélluri –La Rioja-, Sasamón –Burgos-), o exército romano podia utilizar de forma reiterada um determinado espaço durante o desenvolvimento de uma ou várias campanhas militares se o lugar se adaptasse às suas necessidades tácticas, estratégicas e logísticas dentro do cenário bélico. A Chá de Santa Marta, entre Láncara e Sarria, constitui um conjunto arqueológico único na Galiza, com pelo menos três possíveis acampamentos romanos no ponto de saída do maciço montanhoso galaico-leonês. Cabe a possibilidade de que este lugar funcionasse como base logística e de agrupação de tropas.

Os tres campamentos de A Chá de Santa Marta na foto aérea de 1956

Enfrentando o cruzamento do rio Minho

O acampamento de Monte dos Trollos (0 Páramo, Lugo) está localizado numa posição muito estratégica, no topo de uma colina e nas proximidades de uma passagem natural do rio Minho. A sua distância em relação à A Chá de Santa Marta é de exactamente um dia de marcha (aproximadamente 16 km).